Dr. Antônio Rahal - Médico radiologista especializado em tireoide
Ablação de tireoide por RFA em São Paulo: Quando é indicada?

A ablação de tireoide por RFA em São Paulo é indicada principalmente para tratar nódulos benignos que causam sintomas, crescem com o tempo ou geram incômodo estético, quando há confirmação diagnóstica e avaliação adequada.
A ablação de tireoide por RFA (radiofrequência) é um procedimento minimamente invasivo, feito com orientação por imagem, que reduz o volume de nódulos da tireoide sem necessidade de cirurgia aberta em muitos casos. Em geral, o objetivo é diminuir sintomas locais (pressão no pescoço, desconforto ao engolir), reduzir crescimento progressivo e melhorar o contorno do pescoço, com recuperação mais rápida do que uma cirurgia tradicional.
Mesmo sendo uma técnica moderna e cada vez mais utilizada, a RFA não é para todo mundo. A indicação depende do tipo de nódulo, dos exames, da presença de sintomas, da função tireoidiana e, principalmente, da confirmação de benignidade por citologia/avaliação adequada. Isso torna a decisão mais segura e evita tratar com RFA um nódulo que precisaria de outro caminho.
Outro ponto importante é alinhar expectativas. A RFA não “tira” a tireoide inteira; ela promove redução gradual do nódulo ao longo de semanas e meses. O acompanhamento é parte do tratamento, com ultrassom e avaliação clínica para medir resposta e decidir se há necessidade de mais de uma sessão.
Neste conteúdo, você vai entender quando a ablação por RFA é indicada, para quem costuma funcionar melhor, quais critérios médicos entram na decisão e quais dúvidas são mais comuns antes de optar pelo procedimento.
O que é RFA na tireoide e como ela reduz o nódulo?
A RFA na tireoide é um método de ablação térmica: uma agulha/eletrodo é posicionada no nódulo com guia de ultrassom, e a energia de radiofrequência gera calor controlado no interior da lesão. Esse calor causa necrose térmica do tecido-alvo, e o organismo reabsorve gradualmente a área tratada, reduzindo o volume do nódulo com o tempo.
Por ser guiada por imagem, a RFA permite precisão para tratar o nódulo preservando o restante da glândula, o que ajuda a manter a função tireoidiana em muitos pacientes. O procedimento costuma ser feito com anestesia local e sedação conforme o caso, e a pessoa geralmente volta às atividades em pouco tempo, seguindo orientações médicas.
A redução não é imediata como “retirar” um nódulo cirurgicamente. O que se espera é uma diminuição progressiva do volume e dos sintomas ao longo de semanas e meses, com melhora funcional e estética conforme o nódulo encolhe.
Por isso, a indicação não depende só do desejo de tratar: depende de ter um nódulo adequado para a técnica, de forma que a RFA ofereça benefício real e segurança.
Quando a ablação de tireoide por RFA é indicada?
A indicação mais comum da ablação de tireoide por RFA em São Paulo é para nódulos benignos que causam sintomas, crescem ao longo do tempo ou geram incômodo estético. Em muitos casos, o paciente tem um nódulo confirmado como benigno, mas não quer (ou não precisa) de cirurgia, e a RFA surge como alternativa para reduzir volume e aliviar desconfortos.
Sintomas locais típicos incluem sensação de “bolo na garganta”, pressão no pescoço, desconforto ao engolir, alteração de voz por compressão (quando relacionada ao volume) e percepção de aumento visível. Quando o nódulo cresce e muda o contorno do pescoço, a demanda estética também entra como critério, desde que haja segurança diagnóstica.
Além disso, a RFA pode ser considerada em situações específicas de nódulos funcionantes (autônomos) que causam hipertireoidismo, dependendo da avaliação endocrinológica e do perfil do nódulo. Nesses casos, a decisão é mais criteriosa e costuma ser compartilhada entre especialidades.
O ponto-chave é que a indicação não é “ter nódulo”: é ter um nódulo benigno com impacto (sintomas, crescimento, estética) e com características favoráveis para o tratamento por radiofrequência.
Quais critérios médicos precisam ser avaliados antes de indicar RFA?
A segurança começa pela confirmação diagnóstica. Em geral, antes de indicar ablação de tireoide por RFA, o médico precisa ter evidências fortes de que o nódulo é benigno, normalmente com avaliação citológica (punção aspirativa por agulha fina) e correlação com ultrassom. Esse passo é essencial para não “tratar errado” algo que exigiria outro tipo de abordagem.
O ultrassom define tamanho, localização, composição (sólido/cístico/misto), vascularização e relação com estruturas importantes. Nódulos muito próximos de estruturas críticas podem exigir técnica mais cautelosa ou indicar outra estratégia. Em nódulos predominantemente císticos, por exemplo, outras abordagens podem ser consideradas, dependendo do caso.
Também é importante avaliar função tireoidiana (TSH, T4, etc.) e sintomas associados. Em alguns pacientes, o problema é mais hormonal do que volumétrico — e isso muda completamente o tratamento. Por isso, o procedimento costuma ser inserido em um plano de cuidado, e não como decisão isolada.
Por fim, entram fatores do paciente: uso de anticoagulantes, histórico de cirurgias na região, condições clínicas, risco anestésico e expectativa em relação ao resultado. Um bom candidato é aquele que tem indicação clara, anatomia favorável e objetivo realista com o procedimento.
Em quais situações a RFA para nódulo na tireoide pode não ser a melhor opção?
A RFA pode não ser a melhor opção quando há suspeita de malignidade, citologia indeterminada sem esclarecimento, ou quando o caso demanda cirurgia por critérios oncológicos. Nessas situações, a prioridade é diagnóstico e tratamento adequados conforme protocolos específicos.
Também pode haver limitações técnicas dependendo do tamanho, localização e relação do nódulo com estruturas sensíveis. Além disso, alguns pacientes têm expectativas de “sumir imediatamente”, e isso precisa ser alinhado: a RFA reduz volume gradualmente e pode exigir acompanhamento e, em certos casos, mais de uma sessão.
Outra situação importante é quando o desconforto não está relacionado ao nódulo. Nem toda sensação de garganta apertada vem da tireoide; refluxo, ansiedade e outras condições podem coexistir. Por isso, a avaliação clínica precisa confirmar que o nódulo é o principal responsável pelo sintoma.
Por fim, existem pacientes que podem se beneficiar mais de outras terapias minimamente invasivas dependendo do tipo de lesão (por exemplo, quando há componente cístico predominante). A decisão é sempre individualizada.
Como é o preparo e o pós-procedimento da ablação por RFA?
O preparo envolve revisão de exames, avaliação clínica e orientações sobre medicações. Em especial, anticoagulantes e antiagregantes precisam ser discutidos com antecedência para reduzir risco de sangramento, sempre com orientação médica. Também é comum organizar exames laboratoriais e confirmar detalhes do nódulo no ultrassom.
No dia do procedimento, a RFA costuma ser feita com guia de ultrassom, anestesia local e sedação conforme necessidade. O paciente é monitorado, e após o procedimento recebe orientações sobre repouso relativo, controle de dor e sinais de alerta. Em geral, a recuperação é rápida, mas o acompanhamento é parte essencial do processo.
O pós inclui ultrassom de controle para medir redução volumétrica e resposta clínica. A melhora de sintomas compressivos e estética tende a acompanhar a redução do nódulo ao longo do tempo. Caso a resposta seja parcial e o nódulo permaneça sintomático, pode-se discutir necessidade de nova sessão, dependendo do caso.
O mais importante é que o pós-procedimento seja bem orientado e acompanhado, porque isso reduz ansiedade, melhora adesão e permite ajustes precoces se algo sair do esperado.
Considerações finais
A ablação de tireoide por RFA em São Paulo é indicada principalmente para nódulos benignos que causam sintomas, apresentam crescimento ou geram incômodo estético, sempre após avaliação cuidadosa e confirmação diagnóstica. Por ser uma técnica minimamente invasiva e guiada por imagem, ela pode oferecer redução de volume com recuperação mais rápida em muitos casos, preservando a glândula quando possível.
Se você tem nódulo na tireoide e quer entender se a RFA é uma opção segura e indicada para o seu caso, o Dr. Antônio Rahal, radiologista intervencionista em São Paulo, pode avaliar seus exames, esclarecer dúvidas e orientar o melhor caminho com base em critérios técnicos, segurança e expectativa realista de resultado.













