Dr. Antônio Rahal - Médico radiologista especializado em tireoide

12 de dezembro de 2025

Nódulo benigno na tireoide posso tratar com RFA em São Paulo

Nódulo benigno na tireoide posso tratar com RFA em São Paulo

Sim, o nódulo benigno na tireoide pode ser tratado com RFA em São Paulo quando há sintomas, crescimento progressivo ou incômodo estético, desde que a benignidade esteja confirmada.

Nódulos tireoidianos benignos são frequentes e, muitas vezes, apenas acompanhados. Porém, quando passam a crescer, causar desconforto ao engolir, sensação de pressão no pescoço ou impacto estético, o tratamento deixa de ser apenas observacional. Nesses casos, a ablação por radiofrequência (RFA) surge como uma alternativa moderna e minimamente invasiva à cirurgia tradicional, amplamente disponível em São Paulo.


A RFA é um procedimento guiado por ultrassom, realizado com anestesia local, que aplica energia térmica diretamente no nódulo para promover sua redução progressiva ao longo de semanas e meses. Diferentemente da cirurgia, a técnica preserva a tireoide, não deixa cicatriz no pescoço e permite recuperação rápida, com retorno precoce às atividades.


Outro benefício relevante é a previsibilidade: quando bem indicada, a RFA reduz o volume do nódulo de forma gradual, aliviando sintomas compressivos e melhorando o contorno cervical. Em São Paulo, o acesso a especialistas experientes e infraestrutura adequada torna a técnica uma opção segura para pacientes que desejam evitar cirurgia, anestesia geral e internação.


A decisão de tratar com RFA deve ser individualizada. Exames, sintomas, evolução do nódulo e expectativas do paciente precisam ser analisados por um especialista para garantir indicação correta e segurança.


Em quais situações o nódulo benigno pode ser tratado com RFA?


A RFA é indicada principalmente para nódulos benignos confirmados por PAAF (punção aspirativa por agulha fina) que apresentem crescimento progressivo, sintomas locais ou incômodo estético. Mesmo nódulos assintomáticos podem ser tratados quando aumentam de tamanho ao longo do acompanhamento, pois tendem a causar problemas futuros.


Sintomas compressivos são uma indicação clássica: dificuldade para engolir, sensação de “bolo” na garganta, pressão no pescoço, tosse seca persistente ou rouquidão leve por compressão. Nesses casos, a redução do volume com RFA costuma trazer alívio funcional ao longo das semanas.


O impacto estético também é uma indicação legítima. Nódulos volumosos podem causar abaulamento visível no pescoço, afetando autoestima. A RFA reduz esse volume sem cortes, preservando a estética cervical.


Além disso, pacientes que não desejam cirurgia ou têm contraindicação clínica à anestesia geral são bons candidatos à RFA, desde que a benignidade esteja bem documentada.


Indicações comuns para RFA


  • Nódulo benigno confirmado por PAAF
  • Crescimento progressivo no acompanhamento
  • Sintomas compressivos cervicais
  • Incômodo estético visível
  • Desejo de evitar cirurgia e cicatriz


Por que a RFA permite evitar a cirurgia da tireoide?


A principal diferença está no alvo do tratamento. A cirurgia remove parte ou toda a tireoide; a RFA trata apenas o nódulo, preservando o tecido saudável. Isso reduz o risco de hipotireoidismo e a necessidade de reposição hormonal no pós-tratamento.


A técnica é minimamente invasiva, feita com agulha fina e ultrassom em tempo real, sem incisões. Por isso, não há cicatriz no pescoço, e a recuperação é rápida. Em geral, o paciente retorna às atividades no mesmo dia ou no dia seguinte.


Outro ponto importante é a segurança quando bem indicada. Em centros experientes de São Paulo, a RFA segue protocolos rígidos de seleção, execução e acompanhamento, o que aumenta a previsibilidade dos resultados.


Assim, para nódulos benignos sintomáticos, a RFA se consolidou como alternativa real para evitar cirurgia, com bons resultados funcionais e estéticos.


Quem NÃO deve tratar nódulo na tireoide com RFA?


A RFA não é indicada quando há suspeita ou confirmação de malignidade. Nódulos com PAAF suspeita, inconclusiva repetida ou características ultrassonográficas de alto risco devem ser avaliados para cirurgia.


Casos de bócio multinodular difuso com comprometimento extenso da glândula, compressão importante de traqueia ou alterações hormonais associadas podem exigir abordagem cirúrgica. Nesses cenários, a RFA não substitui a cirurgia.


Por isso, a avaliação especializada é indispensável. A indicação correta começa pela confirmação da benignidade e pela análise criteriosa do contexto clínico.


Como é o processo para tratar com RFA em São Paulo?


O processo inicia com consulta especializada, revisão do ultrassom e confirmação da benignidade por PAAF. O especialista avalia tamanho, composição (sólido/predominantemente sólido), sintomas e evolução do nódulo.


O procedimento é ambulatorial, com anestesia local e ultrassom contínuo. Após a RFA, há acompanhamento programado com ultrassons de controle para medir a redução do volume ao longo dos meses. Em alguns casos de nódulos grandes, pode ser considerada sessão adicional, conforme a resposta.


A redução costuma ser progressiva (30–60 dias iniciais, com evolução até 6–12 meses), com melhora de sintomas e do contorno cervical.


Etapas do tratamento


  • Avaliação clínica e exames
  • Confirmação de benignidade (PAAF)
  • RFA guiada por ultrassom
  • Acompanhamento com ultrassom
  • Reavaliação da resposta ao tratamento


Conclusão: Tratamento para nódulo benigno com RFA em São Paulo


É possível tratar nódulo benigno na tireoide com RFA em São Paulo quando há sintomas, crescimento ou incômodo estético, e a benignidade está confirmada. A técnica oferece redução progressiva do nódulo, preserva a tireoide, evita cicatriz e permite recuperação rápida.


A escolha deve ser feita com orientação especializada, em clínicas confiáveis e com profissionais experientes, garantindo indicação correta, segurança e acompanhamento adequado ao longo do tempo.

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